sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Mulher de 30

Gostaria de eternizar em palavras esse momento da minha vida. Eu sou uma mulher de 30. Mas não sou uma mulher de 30 comum. Nada está estável na minha vida. Eu sou uma atriz. Eu tenho sonhos. Eu estou cheia de projetos.Instabilidade financeira me acompanha diariamente. O bichinho da luta por um mundo melhor conversa diariamente comigo. Sou atriz. Quero mudar o mundo através da minha arte (é sério!). Eu tenho ideias. Eu sei tudo que não quero. Tenho dúvidas sobre o que quero. Mas quero muito. Desejo muito. Cheguei numa fase da minha vida em que pretendo dar prioridade para os meus sonhos. Sim, com 30. Estamos vivendo o final do ano 2014. Em 2015 muita coisa vai mudar. Sinto isso. 2015 - ano de mudanças. Na minha vida. No mundo. Tenho planos. Não sei como realizá-los. Mas acredito, mais do que nunca, na força Divina e do universo. Amadureci. Cuido da natureza. Defendo as minorias. Me orgulha o meu discurso. Amo os animais. Tento amar o ser humano. É difícil. Mas tenho princípios.Preciso de pouco para viver. Mas preciso de dinheiro para realizar alguns sonhos. Ou trabalho. Quero conhecer o mundo! E isso não é uma vontade de uma menina de 20. É um desejo de uma mulher de 30. Então é. Em 2015 vou viajar. Vou viajar trabalhando. Tem coisa melhor? Eu não vim até aqui pra desistir agora. Se precisar viver eternamente na instabilidade, viverei. Mas não desistirei. Podemos mudar o caminho, às vezes a estrada é difícil, mas não vou parar de caminhar. Sei meus pontos de chegada para descanso. Não tenho um limite. Não tenho um final feliz. Gosto mesmo é do percurso. A aventura me fascina. Com todas as dificuldades e dores nos pés, porém, luas gigantes no céu. Eu posso parar pra descansar, mas aproveito para olhar as estrelas. Eu me deito no sol, em qualquer lugar para chorar, mas o sol é meu alimento. A natureza me fortalece. Minha caminhada é eterna. Mas enquanto o meu corpo e a minha mente me acompanharem, lá estarei eu, em busca de um mundo melhor para mim e para quem quiser me fazer companhia, ou apenas cruzar o meus caminho.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

presente intenso.

Noite de música tocando no teclado do poema. Sensação prazer de solidão necessária. Amor acontece. Pelas palavras. Necessidade de lembrança sorridente. Toque doce do presente. Paixão acontece. Aqui. Pelos sons, cheiros e liberdade.

a menina apaixonada

A menina é feliz porque se apaixonou. A paixão sempre a persegue e isso é tão bom... A paixão invade a sua vida diariamente. Frequentemente. Perdidamente. Intensamente apaixonada. O menino é lindo. É um bom menino. Mas a menina ainda não sente segurança. Ela queria que as coisas andassem mais rápido. Mas o menino trabalha demais. Vive demais. Ama demais. O menino tem noites cheias. Mas é um bom menino. A menina sente isso. Mas ela ainda pode estar errada. O menino é tão bonito. Como é que pode uma pessoa tão bonita se apaixonar por ela? Ela não tem certeza dos sentimentos do bom menino. Mas ela gosta de se sentir assim... Perdidamente intensamente fogosamente apaixonada. A menina sente saudade da paixão. E ela é só coração. O menino tem um grande coração também. A menina sente isso. A menina apaixona-se diariamente. O outro menino é mais bonito ainda. E tem um coração enorme. Mas o outro menino não quer se apaixonar. Ele disse isso pra menina. Ela aceita isso. Mesmo apaixonada. Perdidamente enlouquecidamente apaixonada por 2 meninos de bom coração. Viver é bom.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Dia sonho de infância

A guria acorda de sonhos da infância. O dia liberdade café e torradas na manhã ensolarada. Quinta-feira preguiça, ela diria. A guria sempre quis ser atriz. Presente de escolha concretizada. Liberdade de quinta-feira. Gratidão do dia preguiça. De saúde, beleza e saudade. De sonho real de infância. De novos amores. Novas saudades. E muitos sonhos.

sábado, 5 de outubro de 2013

vai passar.

E aí, depois de dias incríveis na minha solidão, me pego novamente pensando em você. De onde você surgiu? Onde você foi parar essas dias todos em que minha vida voltou a se iluminar? Como pode o passado voltar dessa forma avassaladora que me derruba, me enfraquece, me corta por dentro? Você me dói. Você me machuca. Você me atormenta. A impossibilidade do amor. É isso! É impossível te amar. É impossível sentir o amor com você. Mas por que? Queria poder te ter mais uma noite. Sentir teu corpo. Mas você é frio. Não sente. Já não pode sentir. Você é a pessoa mais fria que eu já conheci. E eu já não posso com essa frieza. Então estou decidindo me afastar mais uma vez. Ainda é impossível te ter por perto. Ainda sangra. Mas você sente minha falta. eu sei que sente. Mas você é fraco pra assumir. Você tem medo. Você é uma criança ainda. E pensar que eu estava disposta a cuidar... mas é impossível. A impossibilidade do amor arrasta minha vida para um lugar triste e escuro. Já não posso ser saudável. Já troquei o dia pela noite. Já te troquei por outro também, nas minhas noites intermináveis. Mas ainda sangra. Ainda é você que eu desejo. Às vezes. como hoje. Eu largaria tudo hoje pra te ter esquentando meu pé. Meu coração dispara só de imaginar você me beijando. É a crise de outubro. Eu já sabia que ela viria. E isso é a vida. Isso é a minha vida. Essa sou eu. Eu sou a tristeza também. Estava com medo da felicidade louca que eu estava sentindo. Devia ser um sonho bom. Mas passou. Eu acordei. E você continua por perto. O amor. A carência. A necessidade de afeto. A necessidade de segurança. Que você já não pode me dar. Você é a impossibilidade do amor. Goles de vinho e cigarros preenchem o vazio que ficou. Manchas de sangue no lençol, espinhas na cara, bombas de hormônio... essa sou eu perdida. Essa também sou eu sem você. Vem. Vem me ter mais uma vez. Mas não pode demorar. Tem que ser hoje. Agora. ..... Você já não me ouve. Você não vem. Você é frio. Você tem medo. Você tá mais perdido do que eu. ..... eu te amo.

domingo, 18 de agosto de 2013

o gozo com ele.

O vazio que eu senti na manhã seguinte não se pode escrever. Triste saber que não era você, meu amor. Toda a nossa história de volta ao meu corpo e o gozo é por você. Pela falta que as suas mãos fazem quando as dele tocam os meus seios. Minha lágrima é por você e sempre por você. Pelo buraco que fica todas as vezes que ele vai embora e que eu me encontro na solidão de não ter teu pé para aquecer o meu. A mulher que sofre. A mulher tece em palavras as bordaduras de uma história já vivida e esquecida. Por você. A mulher revive cada episódio, cada sensação, dada vírgula e cada ponto como se não fosse o final. É apenas o início do vazio. Da mulher. Por você.

sábado, 17 de agosto de 2013

triste.

Foram tantas brincadeiras, tantas conversas, tantas risadas e olhe agora. Nem conversamos mais.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Pena que você não teve respeito pelo sagrado do nosso amor.

pode o amor se resumir a nada?

Dói. Te imaginar com ela. Teus dedos tocando os seios, puxando o cabelo, entrando nela como se fosse um tesão guardado que de repente veio a tona, em segredo, reprimido. Dói. Saber que não sou mais tua fêmea. Não te satisfaço mais. Triste saber que algo tão lindo que vivemos foi em vão. Teu tesão de macho falou mais alto que o respeito e adoração que um dia teve por mim. Meu Deus, por que o amor se resume a isso? Esquecimento da beleza para poder gozar dentro de outra, como um cachorro que esquece o dono e segue em busca da cadela no cio. Será que uma história de amor acaba assim? Sem respeito, sem carinho... e a amizade já não existe mais. Dói demais!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

há séculos sou assim.

A minha solidão não é deste mundo. É como se carregasse algo há séculos nos ombros... no coração, então, sem se fala... Meu coração pesa há tanto tempo que eu nem sei. É como se eu conhecesse a lua desde pequenina. eu a vi crescer. eu a vi chorar tantas vezes... já brigamos e nos amamos tantas vezes... O meu amor não é deste mundo. Ele vem de longe, muito longe. Carrego comigo tanto amor como um burro carrega a carga. E não consegue soltar sem que alguém apareça para tirar. O meu coração não é deste mundo. Ele já está tão grande e tão velho que nem sei... meu coração pesa tanto dentro do peito. e sofre como se estivesse partido em mil. A minha dor não é de agora. Ela queima dentro de mim, transformando meus órgãos em cinzas, estilhaços. Minhas lágrimas não são por você. Elas estão há tanto tempo dentro de mim... nem sei... é como se continuamente, sem interrupção, eu estivesse chorando por algo que nunca tive, pelos sonhos frustrados, pelos amores falsos, pelos amargos das comidas que provei e me decepcionei... sabe? não tem água, não tem bebida, não tem saliva que tire esse amargo da minha língua... como se eu, constantemente, vivesse a mesma vida de séculos. Carrego essa dor há séculos. Nosso coração não muda. Nossa alma é a mesma. Como há séculos e séculos e séculos... eu não devo ser deste mundo.