quarta-feira, 17 de julho de 2013
há séculos sou assim.
A minha solidão não é deste mundo. É como se carregasse algo há séculos nos ombros... no coração, então, sem se fala... Meu coração pesa há tanto tempo que eu nem sei. É como se eu conhecesse a lua desde pequenina. eu a vi crescer. eu a vi chorar tantas vezes... já brigamos e nos amamos tantas vezes... O meu amor não é deste mundo. Ele vem de longe, muito longe. Carrego comigo tanto amor como um burro carrega a carga. E não consegue soltar sem que alguém apareça para tirar. O meu coração não é deste mundo. Ele já está tão grande e tão velho que nem sei... meu coração pesa tanto dentro do peito. e sofre como se estivesse partido em mil. A minha dor não é de agora. Ela queima dentro de mim, transformando meus órgãos em cinzas, estilhaços. Minhas lágrimas não são por você. Elas estão há tanto tempo dentro de mim... nem sei... é como se continuamente, sem interrupção, eu estivesse chorando por algo que nunca tive, pelos sonhos frustrados, pelos amores falsos, pelos amargos das comidas que provei e me decepcionei... sabe? não tem água, não tem bebida, não tem saliva que tire esse amargo da minha língua... como se eu, constantemente, vivesse a mesma vida de séculos. Carrego essa dor há séculos. Nosso coração não muda. Nossa alma é a mesma. Como há séculos e séculos e séculos... eu não devo ser deste mundo.
saudades
Saudades! Sim... Talvez... e porque não?... Se o nosso sonho foi tão alto e forte. Que bem pensara vê-lo até à morte. Deslumbrar-me de luz o coração! Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão! Que tudo isso, Amor, nos não importe. Se ele deixou beleza que conforte. Deve-nos ser sagrado como o pão! Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti! E quem dera que fosse sempre assim: Quanto menos quisesse recordar. Mais a saudade andasse presa a mim!
Florbela Espanca
pesadelo
Perdida em recordações. Assim eu sigo. O vazio que fica, de sonhos interrompidos, é preenchido pela sensação de que algo bom (e real) virá. A saudade dói. A solidão machuca. O peito aperta. A lágrima escorre. Mas a guerra da vida continua. A fraqueza não me pertence. Por isso eu sigo. Perdida. Cheia de recordações. Mas eu sigo. E eu não paro jamais. Em busca do sonho bom...
segunda-feira, 15 de julho de 2013
domingo, 14 de julho de 2013
e quando pensar dói?
A nossa mente é poderosa. E quando esse poder nos leva até o nosso porão mais profundo, fica aquela sensação de angústia, tristeza inexplicável, dor, sofrimento e rancor. É muito difícil conviver com a mágoa. Mágoa de algo que criamos na nossa mente e que talvez não exista. Só queria me libertar disso tudo. Queria me libertar de você. Me libertar desses pensamento que atrapalham a beleza que estou encontrando dentro de mim. Meus pensamentos viajam para um lugar escuro, de onde é difícil sair. Meus pensamentos me levam até você e o que há de pior dentro de você. Meus pensamentos são associações livres que me causam dor. Eu quero me afastar. Quero ir pra longe e nunca mais te ver. Você, no meu pensamento, me faz muito mal. E a dor dentro do peito cresce. Triste é querer que você não exista... e o amor se transformou numa coisa qualquer... e eu choro.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Nós ainda estamos juntos.
Pode parecer estranho pensar assim, mas tenho certeza que em algum lugar do tempo nós ainda estamos juntos. Por isso é tão difícil acreditar que acabou - que eu + você acabou. Não acabou! Jamais vai ter fim. Em algum lugar do tempo nós ainda estamos juntos. Pode ser que seja lá no passado. Ou no futuro. Nosso amor está perdido no tempo. Pra sempre. Eu e você. Juntos. Eternamente. Lado a lado.
Não pára de caminhar. Me segue. Me sente. Me ama. Serei sempre tua.
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