Eu agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?
Mario Quintana - Espelho Mágico
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Que seja doce...
Algum dia eu comecei de novo. Já faz tanto tempo... eu era criança ainda, 16 anos.
Recomecei minha vida.
Era tudo tão novo, tão diferente... e tão bom!
Na minha nova sacada eu olhava pra imensidão da nova cidade. Parecia que os prédios iam me engolir. Parecia que nada parava, nunca. Que maravilha sentir um frio na espinha cada vez que o portão batia e eu deixava meu prédio pra trás, em busca de um novo dia. Tanta novidade! Tantas pessoas! Tantas experiências!
No início eu não precisava ser eu, afinal, ninguém me conhecia. Fui tantas Rafaelas naquela época... me lembro bem.
E eu amadureci...
Sim... fui obrigada a aprender fritar um bife, mesmo, nas primeiras vezes, tendo que largar ele na panela e pular pra fora da cozinha pro óleo quente não saltar no meu rosto. Hoje sou uma boa cozinheira e me orgulho disso.
Fui obrigada a tomar decisões e meter minha cara pra conquistar algo que parecia tão longe. Hoje eu sou uma atriz... meu sonho está realizado. Um sonho tão distante daquela menina do interior que não entendia nada do mundo mas adorava assistir novelas.
Fui obrigada a conversar, e pedir informações não doeu. Ninguém me mordeu quando eu tentei me expressar. Mesmo nessa imensidão de pessoas.
Fui obrigada a conhecer as ruas, os bairros, os becos, porque muitas vezes pegava o ônibus errado e minhas pernas doíam de tanto caminhar.
Fui obrigada a comer salada e surpresinhas de legumes que serviam no RU. Hoje eu amo salada!
Fui obrigada a ser feliz, mesmo distante das pessoas que eu amo...
Quantas vezes eu chorei... Chorei porque meu mau humor aumentava cada vez que eu voltava do colégio no sol quente. Chorei porque de tanto caminhar fiz bolhas nos meus pés. Chorei de saudades da minha família. Chorei todas as vezes que fiquei doente e minha mãe não estava pra fazer o suco de laranja. Chorei porque ninguém do meu novo mundo sabia que era meu aniversário. Chorei porque morar só com irmãos irrita. Chorei porque eles faziam muito barulho quando meu único objetivo era estudar e passar no vestibular. Chorei porque tive que ser mãe dos meus irmãos por alguns anos. Chorei porque tive insônia e no outro dia chorei porque tive sono. Chorei por amor. Chorei porque perdi amigos. Chorei porque ganhei muitos amigos. Chorei porque não passei naquele teste. Chorei de solidão e chorei quando não conseguia ficar sozinha. Chorei porque muitas vezes fui enganada. Chorei porque era burra e ingênua. Chorei como qualquer pessoa chora. Chorei demais.
Hoje posso dizer que conquistei uma cidade que parecia me engolir. Tudo parece tão pequeno pra mim (quem diria!). Fiquei maior que Porto Alegre. Me sinto gigante! Pronta pro mundo.
Meu corpo e minha alma pedem um recomeço. Uma nova vida. Uma nova rotina. Preciso conquistar tanta coisa e sinto que não é aqui. Não em Porto Alegre. Preciso chorar de saudade, de felicidades, de amor... Preciso explodir de novidades! Quero uma nova sacada, com uma vista nova. Quero enfrentar mais um gigante.
Afinal, agora eu estou madura. Não sou mais uma menina ingênua do interior, eu até sei fritar bifes. Não sinto meus sonhos distantes, eu tenho muitos amigos. Não choro mais por amor, meu amor verdadeiro vai comigo. Não preciso mais que as pessoas saibam que é meu aniversário. Eu até sei escolher quem eu quero que fique do meu lado. Aprendi a viver em paz. As coisas não me irritam facilmente. Eu não tenho mais insônia, há anos. Aprendi a ser uma pessoa tranquila.
Preciso viver tudo aquilo novamente. Preciso chorar por outros motivos. Preciso de desafios e novas conquistas.
Conquistei aqui tudo que eu queria. Um ciclo se fecha. Estou pronta pro próximo. Que venha São Paulo.
E que seja doce...
Recomecei minha vida.
Era tudo tão novo, tão diferente... e tão bom!
Na minha nova sacada eu olhava pra imensidão da nova cidade. Parecia que os prédios iam me engolir. Parecia que nada parava, nunca. Que maravilha sentir um frio na espinha cada vez que o portão batia e eu deixava meu prédio pra trás, em busca de um novo dia. Tanta novidade! Tantas pessoas! Tantas experiências!
No início eu não precisava ser eu, afinal, ninguém me conhecia. Fui tantas Rafaelas naquela época... me lembro bem.
E eu amadureci...
Sim... fui obrigada a aprender fritar um bife, mesmo, nas primeiras vezes, tendo que largar ele na panela e pular pra fora da cozinha pro óleo quente não saltar no meu rosto. Hoje sou uma boa cozinheira e me orgulho disso.
Fui obrigada a tomar decisões e meter minha cara pra conquistar algo que parecia tão longe. Hoje eu sou uma atriz... meu sonho está realizado. Um sonho tão distante daquela menina do interior que não entendia nada do mundo mas adorava assistir novelas.
Fui obrigada a conversar, e pedir informações não doeu. Ninguém me mordeu quando eu tentei me expressar. Mesmo nessa imensidão de pessoas.
Fui obrigada a conhecer as ruas, os bairros, os becos, porque muitas vezes pegava o ônibus errado e minhas pernas doíam de tanto caminhar.
Fui obrigada a comer salada e surpresinhas de legumes que serviam no RU. Hoje eu amo salada!
Fui obrigada a ser feliz, mesmo distante das pessoas que eu amo...
Quantas vezes eu chorei... Chorei porque meu mau humor aumentava cada vez que eu voltava do colégio no sol quente. Chorei porque de tanto caminhar fiz bolhas nos meus pés. Chorei de saudades da minha família. Chorei todas as vezes que fiquei doente e minha mãe não estava pra fazer o suco de laranja. Chorei porque ninguém do meu novo mundo sabia que era meu aniversário. Chorei porque morar só com irmãos irrita. Chorei porque eles faziam muito barulho quando meu único objetivo era estudar e passar no vestibular. Chorei porque tive que ser mãe dos meus irmãos por alguns anos. Chorei porque tive insônia e no outro dia chorei porque tive sono. Chorei por amor. Chorei porque perdi amigos. Chorei porque ganhei muitos amigos. Chorei porque não passei naquele teste. Chorei de solidão e chorei quando não conseguia ficar sozinha. Chorei porque muitas vezes fui enganada. Chorei porque era burra e ingênua. Chorei como qualquer pessoa chora. Chorei demais.
Hoje posso dizer que conquistei uma cidade que parecia me engolir. Tudo parece tão pequeno pra mim (quem diria!). Fiquei maior que Porto Alegre. Me sinto gigante! Pronta pro mundo.
Meu corpo e minha alma pedem um recomeço. Uma nova vida. Uma nova rotina. Preciso conquistar tanta coisa e sinto que não é aqui. Não em Porto Alegre. Preciso chorar de saudade, de felicidades, de amor... Preciso explodir de novidades! Quero uma nova sacada, com uma vista nova. Quero enfrentar mais um gigante.
Afinal, agora eu estou madura. Não sou mais uma menina ingênua do interior, eu até sei fritar bifes. Não sinto meus sonhos distantes, eu tenho muitos amigos. Não choro mais por amor, meu amor verdadeiro vai comigo. Não preciso mais que as pessoas saibam que é meu aniversário. Eu até sei escolher quem eu quero que fique do meu lado. Aprendi a viver em paz. As coisas não me irritam facilmente. Eu não tenho mais insônia, há anos. Aprendi a ser uma pessoa tranquila.
Preciso viver tudo aquilo novamente. Preciso chorar por outros motivos. Preciso de desafios e novas conquistas.
Conquistei aqui tudo que eu queria. Um ciclo se fecha. Estou pronta pro próximo. Que venha São Paulo.
E que seja doce...
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
A Chuva

Como é bom ouvir a chuva!
Os dias de chuva são especiais, e com um encanto diferente. Canto diferente.
O canto da chuva encantador.
Como é bom ouvir a chuva!
A chuva após um dia de suor. Limpa. Purifica.
Hidrata o corpo seco. Resfria o corpo quente.
Como é bom ouvir a chuva!
Dormir com essa sinfonia. Janelas balançando.
Olhos fechando. Vento gelando..
Sinfonia da água balançando as janelas, fechando meus olhos, e me fazendo sonhar com o vento.
E eu vou... sonhando... com o vento... na chuva...
Como é bom... Encantada!
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Um pouco do Caio
"A perda do amor é igual a perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói inteiro (a) - mas a morte é inevitável, e portanto normal. Quano você perde alguém que você ama torna-se tão irremediável quando não ter NUNCA MAIS quem morreu. E dói mais fundo - porque se poderia ter, já que está vivo (a). Mas nãos e tem, nem se terá, quando o fim do amor é : NEVER"..
"Que imensa miséria o grande amor - depois do não, depois do fim - reduzir-se a duas ou três frases frias ou sarcásticas. Num bar qualquer, numa esquina da vida"..
"Ele a olhou. Ela, louca de amor por ele, não o reconheceu. Ele havia deixado de ser ele: tranformara-se no símbolo sem face nem corpo da paixão e da loucura dela. Não era mais ele: ela amava alguém que não existia mais, objetivamente. Existia apenas dentro dela."
é... ele arrasa!!
"Que imensa miséria o grande amor - depois do não, depois do fim - reduzir-se a duas ou três frases frias ou sarcásticas. Num bar qualquer, numa esquina da vida"..
"Ele a olhou. Ela, louca de amor por ele, não o reconheceu. Ele havia deixado de ser ele: tranformara-se no símbolo sem face nem corpo da paixão e da loucura dela. Não era mais ele: ela amava alguém que não existia mais, objetivamente. Existia apenas dentro dela."
é... ele arrasa!!
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
...
"As vezes me pergunto se estou no meu juízo normal. Depois passa, me sinto tão inteligente como antes"
Clov em Fim de Jogo, Samuel Beckett
Clov em Fim de Jogo, Samuel Beckett
TÉDIO

o que dizer dessa sensação que toma conta do meu ser nesse exato momento?
Tédio rima com médio - vivendo a vida meia boca.
Médio lembra Medo - de ser sempre assim.
é... o tédio gera o medo.
Medo de nada dar certo. Medo do futuro. E medo do presente. Hoje. Nada por fazer. E muito pra resolver. Muito pra ser.
Eu posso ser muito. Eu posso muito. Sei que posso. Posso e quero.
Quero ser MUITO, ser DEMAIS, ser, ser, ser, ser... ser EU...
mas o tédio toma conta dos meus dias. Longos.
Tenho muito pra te oferecer.
Vai, me tira desse tédio!!
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
novidades?

Cansei dos mesmos.
Cansei das mesmas.
Cansei da mesmice.
Quero novidades,
diversidades,
Por que não babaquice?
Vida nova chegando
Sinto pulsar devagar
Quero entrega
Quero conquistas
Intensidade e novidade.
Quero amor
Quero alegrias
Sorrisos grandes no meu rosto
Lágrimas de satisfação,
emoção e diversão.
A vida é bela.
O mundo é imenso.
Não quero ficar presa nessa vidinha.
Meu Deus, me traz novidades!
Quero ir embora e sentir saudades!
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