quinta-feira, 10 de abril de 2014

Dia sonho de infância

A guria acorda de sonhos da infância. O dia liberdade café e torradas na manhã ensolarada. Quinta-feira preguiça, ela diria. A guria sempre quis ser atriz. Presente de escolha concretizada. Liberdade de quinta-feira. Gratidão do dia preguiça. De saúde, beleza e saudade. De sonho real de infância. De novos amores. Novas saudades. E muitos sonhos.

sábado, 5 de outubro de 2013

vai passar.

E aí, depois de dias incríveis na minha solidão, me pego novamente pensando em você. De onde você surgiu? Onde você foi parar essas dias todos em que minha vida voltou a se iluminar? Como pode o passado voltar dessa forma avassaladora que me derruba, me enfraquece, me corta por dentro? Você me dói. Você me machuca. Você me atormenta. A impossibilidade do amor. É isso! É impossível te amar. É impossível sentir o amor com você. Mas por que? Queria poder te ter mais uma noite. Sentir teu corpo. Mas você é frio. Não sente. Já não pode sentir. Você é a pessoa mais fria que eu já conheci. E eu já não posso com essa frieza. Então estou decidindo me afastar mais uma vez. Ainda é impossível te ter por perto. Ainda sangra. Mas você sente minha falta. eu sei que sente. Mas você é fraco pra assumir. Você tem medo. Você é uma criança ainda. E pensar que eu estava disposta a cuidar... mas é impossível. A impossibilidade do amor arrasta minha vida para um lugar triste e escuro. Já não posso ser saudável. Já troquei o dia pela noite. Já te troquei por outro também, nas minhas noites intermináveis. Mas ainda sangra. Ainda é você que eu desejo. Às vezes. como hoje. Eu largaria tudo hoje pra te ter esquentando meu pé. Meu coração dispara só de imaginar você me beijando. É a crise de outubro. Eu já sabia que ela viria. E isso é a vida. Isso é a minha vida. Essa sou eu. Eu sou a tristeza também. Estava com medo da felicidade louca que eu estava sentindo. Devia ser um sonho bom. Mas passou. Eu acordei. E você continua por perto. O amor. A carência. A necessidade de afeto. A necessidade de segurança. Que você já não pode me dar. Você é a impossibilidade do amor. Goles de vinho e cigarros preenchem o vazio que ficou. Manchas de sangue no lençol, espinhas na cara, bombas de hormônio... essa sou eu perdida. Essa também sou eu sem você. Vem. Vem me ter mais uma vez. Mas não pode demorar. Tem que ser hoje. Agora. ..... Você já não me ouve. Você não vem. Você é frio. Você tem medo. Você tá mais perdido do que eu. ..... eu te amo.

domingo, 18 de agosto de 2013

o gozo com ele.

O vazio que eu senti na manhã seguinte não se pode escrever. Triste saber que não era você, meu amor. Toda a nossa história de volta ao meu corpo e o gozo é por você. Pela falta que as suas mãos fazem quando as dele tocam os meus seios. Minha lágrima é por você e sempre por você. Pelo buraco que fica todas as vezes que ele vai embora e que eu me encontro na solidão de não ter teu pé para aquecer o meu. A mulher que sofre. A mulher tece em palavras as bordaduras de uma história já vivida e esquecida. Por você. A mulher revive cada episódio, cada sensação, dada vírgula e cada ponto como se não fosse o final. É apenas o início do vazio. Da mulher. Por você.

sábado, 17 de agosto de 2013

triste.

Foram tantas brincadeiras, tantas conversas, tantas risadas e olhe agora. Nem conversamos mais.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Pena que você não teve respeito pelo sagrado do nosso amor.

pode o amor se resumir a nada?

Dói. Te imaginar com ela. Teus dedos tocando os seios, puxando o cabelo, entrando nela como se fosse um tesão guardado que de repente veio a tona, em segredo, reprimido. Dói. Saber que não sou mais tua fêmea. Não te satisfaço mais. Triste saber que algo tão lindo que vivemos foi em vão. Teu tesão de macho falou mais alto que o respeito e adoração que um dia teve por mim. Meu Deus, por que o amor se resume a isso? Esquecimento da beleza para poder gozar dentro de outra, como um cachorro que esquece o dono e segue em busca da cadela no cio. Será que uma história de amor acaba assim? Sem respeito, sem carinho... e a amizade já não existe mais. Dói demais!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

há séculos sou assim.

A minha solidão não é deste mundo. É como se carregasse algo há séculos nos ombros... no coração, então, sem se fala... Meu coração pesa há tanto tempo que eu nem sei. É como se eu conhecesse a lua desde pequenina. eu a vi crescer. eu a vi chorar tantas vezes... já brigamos e nos amamos tantas vezes... O meu amor não é deste mundo. Ele vem de longe, muito longe. Carrego comigo tanto amor como um burro carrega a carga. E não consegue soltar sem que alguém apareça para tirar. O meu coração não é deste mundo. Ele já está tão grande e tão velho que nem sei... meu coração pesa tanto dentro do peito. e sofre como se estivesse partido em mil. A minha dor não é de agora. Ela queima dentro de mim, transformando meus órgãos em cinzas, estilhaços. Minhas lágrimas não são por você. Elas estão há tanto tempo dentro de mim... nem sei... é como se continuamente, sem interrupção, eu estivesse chorando por algo que nunca tive, pelos sonhos frustrados, pelos amores falsos, pelos amargos das comidas que provei e me decepcionei... sabe? não tem água, não tem bebida, não tem saliva que tire esse amargo da minha língua... como se eu, constantemente, vivesse a mesma vida de séculos. Carrego essa dor há séculos. Nosso coração não muda. Nossa alma é a mesma. Como há séculos e séculos e séculos... eu não devo ser deste mundo.

saudades

Saudades! Sim... Talvez... e porque não?... Se o nosso sonho foi tão alto e forte. Que bem pensara vê-lo até à morte. Deslumbrar-me de luz o coração! Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão! Que tudo isso, Amor, nos não importe. Se ele deixou beleza que conforte. Deve-nos ser sagrado como o pão! Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti! E quem dera que fosse sempre assim: Quanto menos quisesse recordar. Mais a saudade andasse presa a mim! Florbela Espanca

pesadelo

Perdida em recordações. Assim eu sigo. O vazio que fica, de sonhos interrompidos, é preenchido pela sensação de que algo bom (e real) virá. A saudade dói. A solidão machuca. O peito aperta. A lágrima escorre. Mas a guerra da vida continua. A fraqueza não me pertence. Por isso eu sigo. Perdida. Cheia de recordações. Mas eu sigo. E eu não paro jamais. Em busca do sonho bom...

segunda-feira, 15 de julho de 2013

E SE VOLTAR PRA ME AJUDAR EU FICO MAIS FELIZ