
"Não sei como me defender dessa ternura que cresce escondido e, de repente, salta para fora de mim, querendo atingir todo mundo. Tão inesperada quanto a vontade de ferir, e com o mesmo ímpeto, a mesma densidade. Mas é mais frustrante. Sempre encontro a quem magoar com uma palavra ou um gesto. Mas nunca alguém que eu possa acariciar os cabelos, apertar a mão ou deitar a cabeça no ombro. Sempre o mesmo círculo vicioso: da solidão nasce a ternura, da ternura frustrada a agressão, e da agressividade torna a surgir a solidão. Todos os dias o ciclo se repete, às vezes com mais rapidez, outras mais lentamente. E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda de sentimentos que se sucedem e se sucedem e deixam sempre sede no fim."
é muito estranha essa ciranda... é exatamente isso... é tão fácil sentir ternura, é tão simples alguém mexer comigo... sinto tanto carinho, tanto afeto... que nem sei !!
Me magoo fácil também... e daí nasce a agressão... que depois se transforma novamente em carinho, por causa da solidão...
é isso !! não sei como será daqui pra frente...

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