segunda-feira, 8 de março de 2010

Sou gêmeos - sou ar.

Chega uma hora na vida, que você tem que abandonar um sonho - pra buscar outro. As vezes, você tem que abandonar dois, três, cinco, dez sonhos - pra buscar outro. Apenas um - o escolhido. O que vale a pena? Não sei. Mas o que você quer. Você quer nesse momento.
Tantas pessoas se arrependem de não terem deixado de lado algumas coisas pra tentar e, talvez, conquistar a mais importante de todas - aquela que tá dentro do seu coração. Mas a vida é tão complexa... Então não conseguimos ouvir nosso coração na maioria das vezes. É tanta gente opininando, se metendo, são tantos problemas - Rafaela! Vai por aqui, ali tem espinhos! Rafaela Cuidado pra não cair! Rafaela, você deveria fazer tal coisa... Menina! Você não se mexeu ontem, vai ficar doente! aaaaaaaaaah!!!

Eu estou aqui! Abandonei muita coisa. Estou aqui. Já deixei esses papos de lado. Estou atrás do meu sonho. Dei meu primeiro passo! Estou aqui! Aberta pra que energias boas e coias boas aconteçam. Vim atrás!

Só que aí, você se depara com uma parede. Firme, forte, grande. Que faz você pensar se pegou o caminho certo. Putz! Mas você tinha certeza que esse era o caminho do seu coração. E agora essa parede! Bem na frente do seu nariz. Voltar?? Será??
Não!!! Não!!! Não!!!
Sei que o mundo está escondido atrás dessa parede, meu coração está dizendo.
No momento, eu estou procurando o buraco, a porta ou a fechadura... Algo que me faça escalar ou destruir esse concreto.
Mas me sinto fraca, a parede é forte, indestrutível.
Mas eu sou AR.
Vou encontrar esse buraco!
Enquanto isso... Sigo estudando uma forma de viver, de seguir.
Tenho que encontrar esse buraco!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ajuda

A sensação de ser ignorada é horrível. Me sinto assim as vezes... Ignorada nos meus pedidos, ignorada nas minhas vontades, ignorada nas minhas necessidades...
É péssimo se sentir descartável da vida das pessoas. Dá um embrulho no estômago. Dá uma vontade de chorar. E eu choro.
O mundo me ignora de uma forma... Me joga no buraco, no vazio... E eu choro.
Choro por não poder realizar minhas vontades. Choro por necessitar certas ambições e não conseguir alcançar. Choro por querer ficar sozinha... Choro de saudades de você!

Hoje não teve água aqui em casa. E fez um calor de quase 40 graus. Me senti suja, rejeitada, ignorada e eu mesma produzi minha água... veio dos meus olhos, do meu nariz, da minha boca.

E eu gritei. Pro mundo me ouvir. Voltar ao meu encontro. Eu existo! Estou aqui! Continuo forte e buscando meus sonhos, me escuta, por favor!

Meu corpo não é capaz de sobreviver sem a água... Um dia a boca seca, os olhos secam e a alma também. Preciso da chuva! Preciso das mãos do mundo - preciso de ajuda...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

tô assim...

"Tem dias que a gente se sente
Um pouco, talvez, menos gente
Um dia daqueles sem graça
De chuva cair na vidraça
Um dia qualquer sem pensar
Sentindo o futuro no ar
O ar, carregado sutil
Um dia de maio ou abril
Sem qualquer amigo do lado
Sozinho em silêncio calado
Com uma pergunta na alma
Por que nessa tarde tão calma
O tempo parece parado?" Raulzito

triste triste triste... medo do vazio... no meu coração...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

É tempo de plantar!

É tão difícil vivermos o hoje. Por mais que eu fale que não gosto de planejar meu futuro, que prefiro buscar minha felicidade hoje e não passar a vida visualizando uma, as vezes percebo que escorrego. Se eu escorrego é porque em algum momento não olhei pro chão, quis enxergar mais a frente, um futuro que não existe.
Sim, é difícil aceitarmos que o futuro não existe, mas é essa a verdade. Jamais viveremos no futuro, nem no passado. O único momento que podemos viver é no hoje.
Sim, é difícil não projetarmos a nossa vida. Passamos os dias com esperanças e planos de um futuro bom, cheio de frutos. O problema é que esquecemos de plantá-los. É... passamos uma vida querendo experimentar um suco doce, de frutos maduros e gostosos, quando nem sempre temos a semente para plantar a nossa árvore. Muitas vezes passamos uma vida experimentando e apreciando (as vezes invejando) as árvores que não são nossas, que não plantamos com nossas mãos.
Acho que a época do plantio também tem o seu valor e o seu gosto bom. Mexer na terra é maravilhoso. Ter cuidado ao enterrar a semente é fundamental. É importante saber o que se está fazendo. É imprescindível saber se a terra é boa. O que estamos plantando?
A ansiedade também atrapalha o cultivo. Claro, temos sede, queremos que nossa árvore floresça logo. Queremos dar bons frutos, queremos que sejam doces e coloridos. Mas isso requer tempo! As vezes mais, as vezes menos. Em vez de ficarmos mexendo na terra para ver se a planta está viva, deveríamos aproveitar nosso tempo para plantar mais árvores e regar as que estão por vir. Insistir, pisar, colocar o dedo só vai fazer com que nosso plantio se danifique e nasça torto e fraco. Muitas vezes achamos que uma planta precisa de sol, apenas a energia solar. Quando na verdade, dias de chuvas são muito bemvindos, e até necessários. Sem chuva, nada floresce. Aliás, já reparei que plantas secas ficam verdinhas depois de uma chuva forte.

Acho que é minha época de plantar. Quero sentir o prazer de mexer na terra que eu escolhi. Colocar cada semente com cuidado, uma a uma, regar sempre que necessário. Preciso de energia, sol, muito sol. E que venha a chuva também! Nada se compara com um dia de chuva. Estou precisando renovar minha plantação, acho que estraguei algumas plantas de tanto espiar, olhar pra trás pra ver se ela estava nascendo. E criei espectativas demais com algumas árvores que vieram fracas por causa da minha ansiedade.

"Só existem dois dias do ano sobre os quais nada pode ser feito. Um deles se chama ontem e o outro amanhã. Portanto hoje é o dia certo para você amar, sonhar, ousar, produzir e acima de tudo, acreditar..." Dalai Lama.

Quero produzir, produzir muito! Não só acredito que tudo será regado com carinho, como tenho certeza que vai florescer. Quero me dedicar a minha plantação. No presente certo, colherei tudo e beberei do mais divino suco: o do esforço e merecimento!
Estou aceitando doações de sementes, qualquer tipo! Doe sua semente que o plantio será garantido e o cuidado também!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

DO AMOROSO ESQUECIMENTO

Eu agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?

Mario Quintana - Espelho Mágico

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Menina-Mulher



Que sensação esquisita... Como a de não ter pêlos pubianos.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Que seja doce...

Algum dia eu comecei de novo. Já faz tanto tempo... eu era criança ainda, 16 anos.
Recomecei minha vida.
Era tudo tão novo, tão diferente... e tão bom!
Na minha nova sacada eu olhava pra imensidão da nova cidade. Parecia que os prédios iam me engolir. Parecia que nada parava, nunca. Que maravilha sentir um frio na espinha cada vez que o portão batia e eu deixava meu prédio pra trás, em busca de um novo dia. Tanta novidade! Tantas pessoas! Tantas experiências!
No início eu não precisava ser eu, afinal, ninguém me conhecia. Fui tantas Rafaelas naquela época... me lembro bem.
E eu amadureci...
Sim... fui obrigada a aprender fritar um bife, mesmo, nas primeiras vezes, tendo que largar ele na panela e pular pra fora da cozinha pro óleo quente não saltar no meu rosto. Hoje sou uma boa cozinheira e me orgulho disso.
Fui obrigada a tomar decisões e meter minha cara pra conquistar algo que parecia tão longe. Hoje eu sou uma atriz... meu sonho está realizado. Um sonho tão distante daquela menina do interior que não entendia nada do mundo mas adorava assistir novelas.
Fui obrigada a conversar, e pedir informações não doeu. Ninguém me mordeu quando eu tentei me expressar. Mesmo nessa imensidão de pessoas.
Fui obrigada a conhecer as ruas, os bairros, os becos, porque muitas vezes pegava o ônibus errado e minhas pernas doíam de tanto caminhar.
Fui obrigada a comer salada e surpresinhas de legumes que serviam no RU. Hoje eu amo salada!
Fui obrigada a ser feliz, mesmo distante das pessoas que eu amo...

Quantas vezes eu chorei... Chorei porque meu mau humor aumentava cada vez que eu voltava do colégio no sol quente. Chorei porque de tanto caminhar fiz bolhas nos meus pés. Chorei de saudades da minha família. Chorei todas as vezes que fiquei doente e minha mãe não estava pra fazer o suco de laranja. Chorei porque ninguém do meu novo mundo sabia que era meu aniversário. Chorei porque morar só com irmãos irrita. Chorei porque eles faziam muito barulho quando meu único objetivo era estudar e passar no vestibular. Chorei porque tive que ser mãe dos meus irmãos por alguns anos. Chorei porque tive insônia e no outro dia chorei porque tive sono. Chorei por amor. Chorei porque perdi amigos. Chorei porque ganhei muitos amigos. Chorei porque não passei naquele teste. Chorei de solidão e chorei quando não conseguia ficar sozinha. Chorei porque muitas vezes fui enganada. Chorei porque era burra e ingênua. Chorei como qualquer pessoa chora. Chorei demais.

Hoje posso dizer que conquistei uma cidade que parecia me engolir. Tudo parece tão pequeno pra mim (quem diria!). Fiquei maior que Porto Alegre. Me sinto gigante! Pronta pro mundo.
Meu corpo e minha alma pedem um recomeço. Uma nova vida. Uma nova rotina. Preciso conquistar tanta coisa e sinto que não é aqui. Não em Porto Alegre. Preciso chorar de saudade, de felicidades, de amor... Preciso explodir de novidades! Quero uma nova sacada, com uma vista nova. Quero enfrentar mais um gigante.
Afinal, agora eu estou madura. Não sou mais uma menina ingênua do interior, eu até sei fritar bifes. Não sinto meus sonhos distantes, eu tenho muitos amigos. Não choro mais por amor, meu amor verdadeiro vai comigo. Não preciso mais que as pessoas saibam que é meu aniversário. Eu até sei escolher quem eu quero que fique do meu lado. Aprendi a viver em paz. As coisas não me irritam facilmente. Eu não tenho mais insônia, há anos. Aprendi a ser uma pessoa tranquila.
Preciso viver tudo aquilo novamente. Preciso chorar por outros motivos. Preciso de desafios e novas conquistas.

Conquistei aqui tudo que eu queria. Um ciclo se fecha. Estou pronta pro próximo. Que venha São Paulo.

E que seja doce...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A Chuva




Como é bom ouvir a chuva!
Os dias de chuva são especiais, e com um encanto diferente. Canto diferente.
O canto da chuva encantador.

Como é bom ouvir a chuva!
A chuva após um dia de suor. Limpa. Purifica.
Hidrata o corpo seco. Resfria o corpo quente.




Como é bom ouvir a chuva!
Dormir com essa sinfonia. Janelas balançando.
Olhos fechando. Vento gelando..


Sinfonia da água balançando as janelas, fechando meus olhos, e me fazendo sonhar com o vento.




E eu vou... sonhando... com o vento... na chuva...




Como é bom... Encantada!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Um pouco do Caio

"A perda do amor é igual a perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói inteiro (a) - mas a morte é inevitável, e portanto normal. Quano você perde alguém que você ama torna-se tão irremediável quando não ter NUNCA MAIS quem morreu. E dói mais fundo - porque se poderia ter, já que está vivo (a). Mas nãos e tem, nem se terá, quando o fim do amor é : NEVER"..

"Que imensa miséria o grande amor - depois do não, depois do fim - reduzir-se a duas ou três frases frias ou sarcásticas. Num bar qualquer, numa esquina da vida"..

"Ele a olhou. Ela, louca de amor por ele, não o reconheceu. Ele havia deixado de ser ele: tranformara-se no símbolo sem face nem corpo da paixão e da loucura dela. Não era mais ele: ela amava alguém que não existia mais, objetivamente. Existia apenas dentro dela."



é... ele arrasa!!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

...

"As vezes me pergunto se estou no meu juízo normal. Depois passa, me sinto tão inteligente como antes"
Clov em Fim de Jogo, Samuel Beckett